Atualizando uma postagem antiga que pretendo levar adiante sempre:
- Shakespeare só escrevia citações.
- Luhmann só escrevia teses.
- Borges só escrevia traumas.
E têm dias que eu só penso insights. Pensar insights unicamente é um rolo só, você fica cercado de bons pensamentos de enorme potencial e é claro não desenvolve nenhum. Numa só imagem é como se você estivesse na praia em Veneza, na cabeça do Aschenbach e vários Tadziozinhos ficassem te infernizando, puxando sua roupa, lascando areia na sua cara, rindo sem parar num barulho (vozes da sua cabeça) difícil de afastar. A melhor solução para os dias que só se pensa insights é a seguinte: escreva desenfreadamente (limitação) que aí passa, é uma febre. Proust, por exemplo, teve ela por 27 anos aí escreveu três livros. Mas vai muito da pessoa.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
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