terça-feira, 8 de setembro de 2009
Meu Deus, Fichte! - I
"Poder pensar livremente é a diferença distintiva entre o entendimento humano e o animal. Também neste último há representações; mas estas sucedem-se necessariamente umas às outras, produzem-se entre si, tal como um movimento numa máquina produz necessariamente outro. A superioridade do homem consiste na oposição activa a este mecanismo cego da associação de ideias em que o espírito se comporta apenas passivamente; em conferir, pela sua prórpria força, segundo o seu livre arbítrio, uma determinada direcção à sequencia das suas ideias; e quanto mais alguém afirma esta superioridade tanto mais homem é. A faculdade pela qual o homem é capaz desta superioridade é justamente aquela graças à qual ele livremente quer; a expressão da liberdade no pensar, tal como a sua expressão no querer, é uma componente íntima da sua personalidade; é a condição necessária sob a qual apenas pode dizer: eu sou, sou um ser autônomo. Esta expressão, tanto como aquela, grarante-lhe a sua relação com o mundo espíritual e estabelece-o em consonância com ele; pois, no reino invisível de Deus, dominará não só a unanimidade no querer, mas também no pensar."
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Comovente :~~
ResponderExcluir